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Quem vence este cabo de guerra?

Autor: Claudio Nossa - claudio@weblogical.com.br
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PARE! Pare tudo que está fazendo! Leia atentamente estas linhas!

Que bom que você aceitou meu convite e está lendo minha mensagem. Consegui interromper você utilizando artifícios que aprendemos nas atividades do Marketing Tradicional, um bom título aumentando sua percepção e, logo, sua expectativa, acompanhado com uma bela frase chamando sua atenção. Porém, se eu começar a falar agora sobre o sexo dos elefantes, ao menos que seja um veterinário,não aceitará passar para o segundo parágrafo, mesmo assim peço que leia mais.

desde já, afirmo que não falarei do sexo de animais pesados. O Marketing de Interrupção, ou tradicional, através de sua metodologia procura expor conceitos pelo meio de publicações que normalmente interrompem pessoas com anúncios imprevistos, impessoais e irrelevantes.
Os Profissionais de Marketing acreditam e aceitam estas ações porque às vezes funcionam e permitem o controle além de terem um custo considerado baixo (CPM - custo por mil) no alcance de milhares de pessoas, como anúncios em televisão.
Chegamos ao cabo de guerra: investimentos altíssimos para alcançar o máximo de pessoas possíveis contra milhares de pessoas que não querem ouvir sua mensagem, pois já são bombardeadas por outras tantas diárias.

Como vencer este cabo de guerra então?

Seth Godin, em seu livro Marketing IdéiaVírus - Como transformar suas idéias em epidemias que irão incendiar o mercado, afirma que: "vivemos em um mundo onde os consumidores resistem bravamente ao Marketing, por isso é imperativo parar de fazer marketing com as pessoas. A idéia é criar um meio no qual os consumidores possam negociar uns com os outros"

Seth Godin, contradizendo as ações do Marketing Tradicional, diz que "fazer Marketing interrompendo pessoas não é mais eficaz em termos de custo. Você não pode sair à cata de gente e enviar mensagens comerciais indesejadas, em grandes grupos, e esperar que algumas dessas pessoas te mandem dinheiro... Em vez disso, o futuro pertence aos profissionais de Marketing que estabelecem uma base e preparam um terreno aonde as pessoas interessadas podem fazer negócios umas com as outras. Aqueça as redes de consumidores, para depois sair do caminho e deixá-lo conversar".

O manifesto atingirá você!

Um exemplo encontrado no mercado de empresas que não investiram fortunas em anúncios e criaram este terreno aquecendo as redes de consumidores é a Hotmail que demorou apenas um ano para chegar a 50 milhões de usuários, o mesmo número em que a televisão demorou 13 anos e o rádio 38 anos. Outro exemplo foi a Polaroid. Será que a primeira vez que você sentiu o desejo de ter uma foi em propaganda ou nas mãos de um amigo ou parente? Qual o segredo destas duas empresas? Ambas tiveram as idéias espalhadas por si só por meio de um vírus de idéia acidental, não porque a empresa por trás do produto gastou estas maravilhosas quantias que envolvem o Marketing Tradicional e sim porque utilizou deste fantástico manifesto.

Hoje, o mundo são das idéias: "Uma idéia que fica parada é simplesmente inútil. Mas uma idéia que se move, cresce e contagia todos que toca... esse é um vírus de idéia". Seth Godin. Então, porque os vírus de idéia são tão importantes? Veja este trecho do livro:
  • Vivemos num mundo em que o vencedor leva quase tudo (lei de Zipf) **
  • Costumávamos nos concentrar na fabricação de alimentos. Costumávamos produzir um monte de coisas. Agora produzimos idéias.
  • As pessoas estão mais conectadas do que nunca. Não só estamos a par de que nossos amigos possuem amigos, como também de que podemos nos comunicar com eles de forma mais rápida e constante.
  • Há uma ânsia tremenda para se entender o novo e permanecer na crista da onda. Sempre existiram aqueles que adotam as novidades antes de todo mundo (os nerds que sempre querem saber o que há de novo em sua área), mas agora temos mais nerds do que nunca. Se você está lendo essas linhas, você é um nerd!
  • O lucro que se obtém ao se criar e ser dono de um vírus de idéia é grande.
Uma coisa é certa - o consumidor evita ouvir os anunciantes que tem o objetivo de interromper as pessoas para que seja ouvido. Caso não baste este motivo para começar a entender os novos mecanismos de relacionamento com seus consumidores vamos colocar outro: o consumidor está mais propenso em atender um manifesto de um agente contaminador do que de uma organização.

Quem vence este cabo de guerra?

** Lei de Zipf: George Kingdley Zipf (1902-1950), filósofo e professor da Universidade de Harvard. Ele descobriu que a palavra mais popular da língua inglesa "the" é utilizada dez vezes mais do que a décima palavra mais popular, 100 vezes mais do que a centésima palavra mais popular, e 1000 vezes mais do que a milésima palavra mais popular.

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